Como os memes e vídeos virais moldam a opinião pública em São Luís e definem o futuro dos mandatos políticos.
Por: Emerson Marinho
Analista de política e cotidiano popular
| Hoje o voto se decide no clique e no compartilhamento. |
Um vídeo
curto de apenas quinze segundos possui muito mais poder de convencimento do que
horas de horário eleitoral gratuito na televisão. O eleitor maranhense consome
política atualmente entre um meme de humor e uma notícia de última hora.
Em São Luís,
os bastidores fervem quando uma polêmica atinge os grandes grupos de mensagens
de forma orgânica e agressiva. A crise de imagem vira o pesadelo imediato de
qualquer gabinete que não domina a linguagem rápida das redes.
Narrativas
digitais tentam moldar a verdade a cada minuto através de cortes estratégicos e
edições rápidas de vídeos de celular. O que vemos nas redes sociais hoje é uma
disputa frenética por quem consegue contar a sua própria versão da história
primeiro.
Problemas
reais como saúde e educação muitas vezes viram apenas palco para performances
vazias em busca de likes e comentários. O político que prioriza a estética
perfeita do Instagram esquece que o povo vive no asfalto quente e na poeira do
bairro.
A velocidade
da internet exige respostas imediatas que a burocracia estatal não consegue
entregar com a mesma agilidade. Onde o discurso oficial falha em explicar a
realidade, a fofoca política toma conta e vira a única verdade do cidadão
comum.
A disputa
entre grupos locais no Maranhão agora utiliza influenciadores digitais como se
fossem verdadeiros soldados de infantaria política. A influência virtual
substitui, em diversos casos, o trabalho de base e a presença física constante
nas comunidades periféricas.
Precisamos
separar o espetáculo da internet da gestão pública que realmente entrega
resultados palpáveis para toda a população. A solução prática é o eleitor
filtrar a emoção do viral e buscar dados reais antes de compartilhar qualquer
conteúdo suspeito.




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