Entre tentativas de golpe e ataques à democracia, o Brasil tenta limpar a sujeira deixada por um projeto de destruição nacional.
Por: Marília Azevêdo
Jornalista e Comentarista Política
| O bolsonarismo deixou um rastro de destruição que o Brasil. |
O ápice
dessa loucura foi o fatídico 8 de janeiro, uma vergonha internacional que
certos setores ainda tentam vender como 'manifestação pacífica'. Não tem nada
de pacífico em quebrar as sedes dos Três Poderes e pedir golpe de Estado.
Agora, os mesmos que insuflaram a massa através de redes sociais e gabinetes
paralelos tentam se fazer de vítimas, dizendo que são perseguidos políticos.
Perseguição de verdade é o que o povo pobre sofre quando não tem remédio no
posto porque o orçamento foi sequestrado para alimentar máquinas de fake news.
As
investigações da Polícia Federal estão revelando que o buraco é muito mais
embaixo do que imaginávamos. Não eram apenas 'tios e tias do zap' agindo por
impulso; era uma organização criminosa estruturada, com gente de farda, de
terno e de toga, tramando para rasgar a nossa Constituição no escuro dos
gabinetes. O desdobramento institucional não pode e não deve ser apenas prender
quem quebrou vidraça; a justiça só será feita quando alcançar quem financiou,
quem deu as ordens e quem se omitiu para deixar o golpe acontecer. A democracia
não sobrevive com anistia para quem tentou matá-la.
Enquanto essa elite política autoritária se digladia em Brasília para salvar a própria pele, a conta cai sempre no colo de quem ganha um salário mínimo. O discurso conservador excludente usa a religião e a pauta moral como cortina de fumaça para esconder que, na prática, eles governam para o agronegócio predatório e para o sistema financeiro. Eles gritam 'Deus, Pátria e Família' no microfone, mas nos bastidores retiram direitos trabalhistas e deixam a inflação dos alimentos castigar a mesa do brasileiro. É uma hipocrisia que não tem limites e que precisa ser desmascarada todo santo dia.
Não basta apenas punir os culpados do passado; precisamos de uma reforma institucional profunda que blinde o Brasil contra novos aventureiros autoritários. A solução prática passa por fortalecer a educação política na base e garantir que as Forças Armadas voltem para os quartéis e cumpram seu papel constitucional, sem se meter em política partidária. A pergunta que fica para todos nós é: vamos aceitar o esquecimento em troca de uma falsa paz, ou vamos exigir justiça plena para que esse pesadelo nunca mais ouse voltar?




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