No Afeganistão do Talibã, a agressão virou
'disciplina' e o silêncio do mundo é cúmplice.
O mundo está
assistindo a um filme de terror em tempo real e muita gente prefere mudar de
canal. O Talibã, aquele grupo que tomou o poder no Afeganistão e prometeu uma
'nova era', acaba de oficializar a barbárie. Eles emitiram uma 'Lei da
Moralidade' que, na prática, dá permissão para maridos espancarem esposas e
filhos. O critério? Pode bater, desde que não quebre ossos ou deixe feridas
abertas. É de embrulhar o estômago de qualquer pessoa que tenha um pingo de
humanidade.Precisamos exigir que o Brasil se posicione
contra
Essa
palhaçada trágica trata a violência doméstica como 'punição discricionária'. Ou
seja, o Estado sai da frente e deixa o agressor livre para 'disciplinar' a
família como bem entender. Se o sujeito exagerar e causar uma lesão grave, a
pena máxima é de ridículos 15 dias de prisão. Isso num sistema onde a mulher
precisa de um guardião masculino para denunciar o próprio agressor. É uma
armadilha mortal montada para silenciar, humilhar e destruir a dignidade de
mulheres e crianças em nome de uma interpretação distorcida da fé.
A gente vê
isso acontecendo lá longe e acha que não tem nada a ver com a gente, mas o
buraco é mais embaixo. O silêncio das grandes mídias aqui no Brasil sobre esse
horror é assustador. Enquanto o mundo discute o 'apartheid de gênero', muitos
por aqui estão mais preocupados com dancinhas de rede social. Esse silêncio é o
que alimenta o monstro, porque a lógica do extremismo religioso e político é a
mesma em qualquer lugar: controlar o corpo da mulher e usar a moralidade para
esconder a opressão.
E fiquem
espertos, porque o que o Talibã faz com armas na mão, tem muito político de
extrema-direita aqui no Ocidente, inclusive no Brasil e na Argentina, querendo
fazer com a caneta. Eles adoram esse papo de 'valores da família' quando, na
verdade, o que querem é o retorno de um patriarcado violento onde a vontade do
'chefe da casa' está acima da lei e dos direitos humanos. Estão atacando
direitos trabalhistas, perseguindo minorias e flertando com regimes
autoritários que veem a mulher como cidadã de segunda classe.




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