sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

COM AS ELEIÇÕES RETORNA O DISCURSO DE “O BRASIL VAI QUEBRAR”

Prometeram o caos, mas o PIB do Brasil lidera no G20.
O descompasso entre o discurso do apocalipse econômico e a realidade das prateleiras cheias e do emprego recorde.

Por: Emerson Marinho
Bacharel em Comunicação e Colunista

A história se repete nos ciclos eleitorais brasileiros com uma precisão quase coreografada: a temporada do medo econômico está aberta novamente. Em 2022, ouvimos à exaustão que o país colapsaria e que o retorno de uma agenda progressista transformaria o Brasil em uma ruína continental. O discurso do 'vai quebrar' serviu como uma poderosa ferramenta de marketing político para assustar o eleitor comum, projetando um futuro de fuga de capitais e desemprego em massa.

Lembramos bem das declarações dramáticas de grandes empresários, como Luciano Hang, que em um tom profético afirmava que o crescimento pararia e o medo tomaria conta do mercado. Entretanto, o tempo é o senhor da razão e a realidade dos fatos atropela essa narrativa alarmista. Hoje, o mesmo empresário que previa o caos anuncia a expansão de sua rede, inaugurando mega-lojas e gerando centenas de empregos, provando que o lucro fala mais alto que o discurso partidário.

Os números oficiais do IBGE e de organismos internacionais desmontam o fantasma da 'Venezuela Tropical' com dados sólidos. Pela primeira vez desde 2015, a classe média volta a crescer e representa mais da metade da nossa população. Isso significa que o poder de compra está retornando para as mãos de quem realmente movimenta a economia: o trabalhador que consome no comércio local e faz o dinheiro circular nas cidades.

O mercado de trabalho também apresenta um desempenho que desafia os pessimistas de plantão, atingindo o menor índice de desemprego da série histórica. Diferente do que pregavam as reformas anteriores, que diziam ser necessário retirar direitos para gerar vagas, o cenário atual mostra que é possível aumentar o salário mínimo acima da inflação e manter o registro em carteira assinalado em níveis recordes.

No cenário global, o Brasil retoma o protagonismo ao liderar o crescimento do PIB entre os países do G20, superando potências como a China e a Turquia no primeiro trimestre. Esse desempenho atrai os olhos do mundo e desmente a tese da fuga de investimentos. O capital internacional busca estabilidade e mercado consumidor, dois elementos que o Brasil está entregando com vigor para quem sabe observar além das bolhas de redes sociais.

O setor industrial, especialmente o automotivo, vive uma primavera de investimentos bilionários com anúncios da Toyota, Volkswagen, BYD e outras gigantes. Nenhuma multinacional aporta bilhões de dólares em um país que está prestes a quebrar. Esses investimentos são votos de confiança no futuro da nossa economia e na capacidade de consumo do brasileiro, algo que o discurso político de 2022 tentou esconder a todo custo.

A guerra de versões nas mídias digitais muitas vezes cria um Brasil paralelo, onde a crise é eterna e o desastre é iminente. O cidadão precisa estar atento para não ser massa de manobra de narrativas que ignoram a nota fiscal no bolso e a geladeira mais cheia. A comunicação política digital tenta substituir o fato pela sensação, mas os indicadores econômicos são teimosos e insistem em mostrar uma realidade bem diferente do apocalipse prometido.

A solução para não cairmos em armadilhas eleitorais é o exercício constante da comparação entre o que se fala nos palanques e o que se vê na vida real. Precisamos exigir um debate público mais honesto, focado em propostas concretas em vez de terrorismo econômico. Acompanhar os dados oficiais e observar o movimento do comércio na sua própria rua é a melhor vacina contra o medo fabricado que surge a cada nova eleição.

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