terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A FARRA DOS PRIVILÉGIOS NO MARANHÃO

Maranhão não é quintal de político!

O abismo entre as brigas de poder em São Luís e a realidade dura de quem vive no interior do estado.

Por: Marília Azevêdo
Jornalista e Comentarista Política

Não dá mais para aceitar que o Maranhão seja notícia apenas por escândalos ou por disputas de ego entre grupos políticos. Precisamos de uma vigilância popular severa. A solução não vai cair do céu e nem virá de quem já está encastelado no poder há décadas. O caminho é a organização dos movimentos sociais e a cobrança direta: onde está o dinheiro que deveria estar na saúde? Por que o transporte público continua um caos? Só o incômodo popular faz o poder se mexer. Escrever para incomodar o poder — e proteger quem sempre paga a conta. 

Gente, vamos falar o português claro: o que a gente tem visto na política do Maranhão ultimamente não é debate de projeto, é briga de foice por espaço e verba. Enquanto os gabinetes refrigerados de São Luís fervem com articulações para as próximas cadeiras, o cidadão lá da ponta, continua enfrentando fila no hospital e ruas e avenidas esburacadas. É uma desconexão completa com a realidade de quem acorda cedo pra tentar botar comida na mesa.

A gente vê essa turma da direita conservadora enchendo a boca pra falar de 'moral e bons costumes', mas na hora de votar o orçamento, a prioridade nunca é o prato de arroz e feijão do pobre. Eles usam a religião e a pauta de costumes como cortina de fumaça para esconder a falta de políticas públicas reais. É o velho jogo de distrair o povo com polêmica vazia enquanto os contratos milionários passam por debaixo do pano sem ninguém questionar.

E não me venham com desculpas técnicas. O Maranhão é um estado rico de um povo trabalhador, mas que ainda amarga índices de pobreza que deveriam fazer qualquer governante perder o sono. O problema nunca foi falta de recurso, sempre foi falta de vergonha na cara e excesso de privilégio. A política maranhense precisa parar de ser um negócio de família e passar a ser, de fato, um instrumento de transformação social.

Outra coisa que indigna é o uso das redes sociais para criar uma realidade paralela. É muito vídeo bonito, muita edição de primeira, mas na prática, a assistência social está minguando e o trabalhador continua sem os seus direitos respeitados e atendidos. A gente precisa furar essa bolha de propaganda e cobrar o que realmente importa: saneamento básico, educação de qualidade e dignidade para as comunidades carentes, que são as que mais sofrem com o descaso.

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