| Maranhão não é quintal de político! |
O abismo entre as brigas de poder em São Luís e a realidade dura de quem vive no interior do estado.
Por: Marília Azevêdo
Jornalista e Comentarista Política
Não dá mais para aceitar que o Maranhão seja notícia apenas por escândalos ou por disputas de ego entre grupos políticos. Precisamos de uma vigilância popular severa. A solução não vai cair do céu e nem virá de quem já está encastelado no poder há décadas. O caminho é a organização dos movimentos sociais e a cobrança direta: onde está o dinheiro que deveria estar na saúde? Por que o transporte público continua um caos? Só o incômodo popular faz o poder se mexer. Escrever para incomodar o poder — e proteger quem sempre paga a conta.
Gente, vamos
falar o português claro: o que a gente tem visto na política do Maranhão
ultimamente não é debate de projeto, é briga de foice por espaço e verba.
Enquanto os gabinetes refrigerados de São Luís fervem com articulações para as
próximas cadeiras, o cidadão lá da ponta, continua
enfrentando fila no hospital e ruas e avenidas esburacadas. É uma desconexão completa
com a realidade de quem acorda cedo pra tentar botar comida na mesa.
A gente vê
essa turma da direita conservadora enchendo a boca pra falar de 'moral e bons
costumes', mas na hora de votar o orçamento, a prioridade nunca é o prato de
arroz e feijão do pobre. Eles usam a religião e a pauta de costumes como
cortina de fumaça para esconder a falta de políticas públicas reais. É o velho
jogo de distrair o povo com polêmica vazia enquanto os contratos milionários
passam por debaixo do pano sem ninguém questionar.
E não me
venham com desculpas técnicas. O Maranhão é um estado rico de um povo
trabalhador, mas que ainda amarga índices de pobreza que deveriam fazer
qualquer governante perder o sono. O problema nunca foi falta de recurso,
sempre foi falta de vergonha na cara e excesso de privilégio. A política
maranhense precisa parar de ser um negócio de família e passar a ser, de fato,
um instrumento de transformação social.
Outra coisa
que indigna é o uso das redes sociais para criar uma realidade paralela. É
muito vídeo bonito, muita edição de primeira, mas na prática, a assistência
social está minguando e o trabalhador continua sem os seus direitos respeitados e atendidos. A gente
precisa furar essa bolha de propaganda e cobrar o que realmente importa:
saneamento básico, educação de qualidade e dignidade para as comunidades carentes, que são as que mais sofrem com o descaso.




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