Depois de meses de silêncio e oportunismo político, a justiça histórica começa a ser feita sobre quem realmente brigou pela gratuidade estudantil.
Por: Marília Azevêdo
| Passe Livre estudantil tem dono e se chama Franklin Douglas. |
ivre estudantil em São Luís, aprovado por mais de 90% da população no pleito de 2024, quase foi sequestrado pela memória curta de alguns políticos e de parte da imprensa, que preferiram focar nos holofotes da Câmara Municipal em vez de dar o crédito a quem de direito.
A TV Mirante
fez, finalmente, um reparo histórico necessário ao dar voz ao advogado e
professor Franklin Douglas. Foi ele, pelo PSOL, quem teve o peito de bater na
porta da Justiça Eleitoral e exigir que o povo decidisse sobre o transporte.
Não foi presente de prefeito nem bondade de vereador; foi uma manobra jurídica
e política de quem entende que o direito de ir e vir não pode ser barrado por
uma catraca. Enquanto muitos candidatos faziam dancinha em rede social,
Franklin Douglas estava focado em garantir que o estudante pobre não precisasse
escolher entre o lanche e a passagem.
A ironia das
urnas é cruel, mas Franklin a enfrentou com a dignidade de quem sabe o peso da
sua luta. Ter 0,76% dos votos enquanto sua proposta recebe 90% de aprovação
mostra como a nossa política ainda é movida pela máquina e pelo dinheiro, e não
apenas pelas ideias. Mas como o próprio Franklin disse, o importante é que a
proposta passou. O que não dá para aceitar é ver vereador que nunca moveu uma
palha pelo transporte público agora querer posar de herói da gratuidade
enquanto o projeto tramita no Orçamento.
Essa mania de 'tirar lasquinha' do trabalho alheio é o que afasta o cidadão da política séria. O Passe Livre é uma conquista da militância coerente e do povo de São Luís que disse 'sim' nas urnas. Ignorar Franklin Douglas nesse processo era mais do que um erro jornalístico; era uma injustiça política que servia apenas para limpar a barra de quem passou anos sendo conivente com o caos do sistema de transporte da nossa capital.
Agora que a verdade foi restabelecida e o pai da criança foi devidamente apresentado, a cobrança muda de figura. Não basta apenas reconhecer quem criou; é preciso garantir que o dinheiro para o Passe Livre não suma nas gavetas da burocracia ou seja usado como moeda de troca política. A Prefeitura e a Câmara têm o dever de tirar esse projeto do papel com a urgência que o estudante maranhense exige. O caminho agora é um só: orçamento transparente e implementação imediata, sem mais desculpas ou palanque em cima do direito alheio.




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