| O Brasil 'quebrado' só existe no Zap. |
Enquanto Gustavo Gaia flutua em universos
paralelos de fake news, a economia real — e até o caixa da Havan — desmentem o
apocalipse bolsonarista.
Jornalista e Colunista
É fascinante observar a capacidade de certos personagens da direita histérica em criar ecossistemas informativos onde a gravidade não se aplica e a matemática é uma questão de opinião. O vídeo recente de Gustavo Gaia contra o IBGE não é apenas uma peça de desinformação; é um atestado de desespero. Ao sugerir que o instituto está 'forjando relatórios' sob a gestão de Marcio Pochmann, Gaia tenta ressuscitar o velho fantasma do 'Brasil quebrado', uma narrativa que hoje só sobrevive em grupos de WhatsApp alimentados por paranoia e má-fé.
A acusação
de que o IBGE perdeu 90% de seus diretores por 'perceberem fraudes' soa como um
roteiro de ficção científica de baixo orçamento. Na realidade, o que incomoda
Gaia e seus pares não é a metodologia estatística, mas o fato de que os números
se recusam a validar seus preconceitos ideológicos. Atacar o IBGE é o último
recurso de quem não consegue explicar por que o Brasil liderou o crescimento do
PIB entre os países do G20 no primeiro trimestre do ano passado, superando
potências como a China e a Turquia.
Enquanto o
submundo das redes sociais discute teorias conspiratórias, a classe média
brasileira volta a respirar. Pela primeira vez desde 2015, mais da metade da
população está na Classe C ou superior. O desemprego, aquele monstro que a
oposição jurou que devoraria o país, atingiu o menor índice da série histórica
no trimestre encerrado em outubro. São brasileiros com carteira assinada e
renda recorde que, para a infelicidade dos profetas do caos, estão ocupados
demais consumindo para prestar atenção em vídeos alarmistas.
A ironia
mais deliciosa dessa conjuntura atende pelo nome de Luciano Hang. O empresário,
outrora símbolo do 'patriotismo' anti-Lula que prometia o êxodo de
investimentos, parece ter reencontrado seu espírito pragmático diante do lucro.
Ao abrir novas lojas e planejar chegar a 25 mil colaboradores, o 'Véio da
Havan' presta o maior serviço à verdade: ele prova, com o próprio bolso, que a
economia está pujante. Se o Brasil estivesse realmente em colapso, Hang estaria
fechando as portas, não inaugurando megaloja em Fortaleza.
No fim das contas, a estratégia de Gaia é a da terra arrasada: se a realidade é favorável ao governo, nega-se a realidade. Mas os investimentos bilionários na indústria automotiva e o aumento do poder de compra são fatos teimosos que não se apagam com filtros de Instagram. A política brasileira vive hoje o divórcio entre o país do zap e o país real. Sorte a nossa que, no mundo real, o PIB cresce, o emprego volta e o desespero de quem mente só confirma que o Brasil está no caminho certo.




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