terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

O CONSERVADORISMO DE FACHADA E O MASSACRE DOS DIREITOS SOCIAIS

Quando a moral vira desculpa para tirar o prato de comida da mesa de quem mais precisa.

Por: Marília Azevêdo
Jornalista e Comentarista Política

Direito social não é esmola, é conquista!
Chega de cair nesse papo furado. Precisamos de políticas públicas que olhem para a realidade e não para o dogma. A solução passa por cobrar de cada parlamentar o voto em pautas que realmente importam: reforma agrária, valorização do salário mínimo e investimento pesado no SUS. O questionamento que fica é: até quando vamos deixar que usem o nome de Deus para justificar a fome e a exclusão do próximo?

Gente, vamos falar a real? Tem um povo que adora encher a boca para falar de 'família' e 'bons costumes', mas na hora de votar um projeto que garante comida no prato do trabalhador, eles desaparecem. Esse conservadorismo que a gente vê avançar não é sobre preservar valores, é sobre manter privilégios. É uma tática velha: usam a fé das pessoas como escudo para esconder uma agenda que só beneficia quem já está no topo da pirâmide.

Aqui no nosso Maranhão, a gente sente isso na pele. Enquanto certos políticos se ocupam fazendo dancinha em rede social e destilando preconceito contra minorias, o povo da periferia e do interior continua sofrendo com a falta de saneamento, saúde precária e o preço abusivo dos alimentos. É muito fácil falar em 'defesa da liberdade' quando se tem a barriga cheia e plano de saúde de luxo pago com o nosso dinheiro.

E não se enganem, a conta sempre chega para o lado mais fraco. Cada vez que esse discurso excludente ganha força, um direito social é colocado na guilhotina. Estão privatizando o que é público e sucateando o que restou, tudo sob o pretexto de 'eficiência'. Mas eficiência para quem? Para o banqueiro que lucra ou para a mãe solo que precisa de uma creche para poder trabalhar e não encontra vaga?

Essa instrumentalização da moralidade é perversa. Eles pegam temas sensíveis, criam pânico moral e jogam o povo contra o próprio povo. Enquanto a gente discute a vida alheia, eles passam a boiada nos direitos trabalhistas e cortam verbas da educação. É uma cortina de fumaça gigante para esconder o projeto de um país que só funciona para uma minoria branca e rica.

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