Quando a moral vira desculpa para tirar o prato de comida da mesa de quem mais precisa.
Por: Marília Azevêdo
Jornalista e Comentarista Política
| Direito social não é esmola, é conquista! |
Gente, vamos
falar a real? Tem um povo que adora encher a boca para falar de 'família' e
'bons costumes', mas na hora de votar um projeto que garante comida no prato do
trabalhador, eles desaparecem. Esse conservadorismo que a gente vê avançar não
é sobre preservar valores, é sobre manter privilégios. É uma tática velha: usam
a fé das pessoas como escudo para esconder uma agenda que só beneficia quem já
está no topo da pirâmide.
Aqui no
nosso Maranhão, a gente sente isso na pele. Enquanto certos políticos se ocupam
fazendo dancinha em rede social e destilando preconceito contra minorias, o
povo da periferia e do interior continua sofrendo com a falta de saneamento,
saúde precária e o preço abusivo dos alimentos. É muito fácil falar em 'defesa
da liberdade' quando se tem a barriga cheia e plano de saúde de luxo pago com o
nosso dinheiro.
E não se
enganem, a conta sempre chega para o lado mais fraco. Cada vez que esse
discurso excludente ganha força, um direito social é colocado na guilhotina.
Estão privatizando o que é público e sucateando o que restou, tudo sob o
pretexto de 'eficiência'. Mas eficiência para quem? Para o banqueiro que lucra
ou para a mãe solo que precisa de uma creche para poder trabalhar e não
encontra vaga?
Essa
instrumentalização da moralidade é perversa. Eles pegam temas sensíveis, criam
pânico moral e jogam o povo contra o próprio povo. Enquanto a gente discute a
vida alheia, eles passam a boiada nos direitos trabalhistas e cortam verbas da
educação. É uma cortina de fumaça gigante para esconder o projeto de um país
que só funciona para uma minoria branca e rica.




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