segunda-feira, 2 de março de 2026

APÓS A TRAGÉDIA EM MINAS, PRESIDENTE GARANTE RECURSOS PARA RECONSTRUIR AS CIDADES

Lula mobiliza ministérios e garante que o interior de Minas Gerais terá o mesmo apoio que as capitais na reconstrução pós-chuvas.

Por: Marília Azevêdo
Jornalista e Comentarista Política

Em visita, Lula garante recursos para reconstruir Minas.
A gente sabe que a dor de perder um parente ou de ver a história de uma vida inteira sendo levada pela enxurrada não tem preço que pague. A vida é sagrada. Mas, quando a água baixa, o que sobra é o desespero de quem não sabe por onde recomeçar. É nessa hora que a gente vê a diferença entre quem governa para o povo e quem governa para o mercado. O presidente Lula foi direto ao ponto: o que for material, a gente reconstrói. Educação, saúde e moradia não são promessas vagas, são garantias que o Estado brasileiro agora coloca na mesa para que ninguém em Minas Gerais, São Paulo ou Rio de Janeiro se sinta abandonado à própria sorte.

A ordem que veio de cima é clara e não aceita desculpas de burocrata: não pode faltar nada. Se o Rio Grande do Sul teve o suporte necessário, Minas Gerais também terá. O que me chama a atenção, e que eu faço questão de destacar, é o olhar para as pequenas cidades. Muita gente só lembra de Belo Horizonte ou das grandes metrópoles, mas o povo de Cataguazes, Divinésia, Senador Firmino e Matias Barbosa também sangra. Lula mandou o recado: o tamanho da cidade não define o tamanho do socorro. É o fim daquela política velha de privilegiar apenas quem dá mais voto ou visibilidade na televisão.

E não é só cimento e asfalto, minha gente. A gente está falando de gente cuidando de gente. Ver a Força SUS em campo, com psicólogos e assistentes sociais, mostra que o governo entendeu que o trauma psicológico é tão profundo quanto o buraco na estrada. Perder tudo o que se tem mexe com o juízo de qualquer pai e mãe de família. Esse acolhimento humanitário, somado à antecipação do Bolsa Família e do BPC, é o que garante que o prato não fique vazio enquanto a poeira baixa e os projetos de reconstrução são aprovados.

A estratégia de deixar que os prefeitos apresentem seus planos é acertada, afinal, quem pisa no barro da cidade todo dia sabe onde o calo aperta. Mas aqui fica o meu alerta de sempre: o dinheiro vai chegar, as nove mil cestas de alimentos já estão circulando e os recursos para obras de prevenção e pontes serão liberados. Só que o povo precisa ficar de olho. A verba é pública, o sofrimento é real e a execução precisa ser rápida e honesta. Não podemos permitir que a burocracia municipal ou a má vontade política travem o que já foi autorizado em Brasília.

O caminho agora é a união firme entre o governo federal e as prefeituras, mas com uma cobrança implacável da sociedade. A solução prática é o fortalecimento dos conselhos municipais e a transparência total na aplicação desses recursos de emergência. A reconstrução de Minas não pode ser apenas física; ela precisa ser a prova de que o Estado serve para proteger quem sempre paga a conta e nunca era visto. Que cada ponte reconstruída seja também um caminho para tirar essas cidades do isolamento e da invisibilidade.

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