quinta-feira, 5 de março de 2026

CHEGA DE CORTINA DE FUMAÇA MORALISTA NO NOSSO MARANHÃO

Enquanto eles brigam por narrativas morais, a fome e a desigualdade continuam batendo na porta de quem trabalha.

Por: Marília Azevêdo

Jornalista e Comentarista Política

O conservadorismo de fachada só serve pra esconder
o abandono do povo.

Gente, vamos falar a verdade sem rodeios: esse tal conservadorismo que a gente vê gritando por aí não tem nada de proteção à família. É uma conversa fiada, uma maquiagem pesada pra esconder um projeto que exclui, que aponta o dedo e que, no fim das contas, só quer manter o privilégio de quem já tem tudo. Eles usam temas morais pra criar pânico, enquanto por debaixo do pano aprovam medidas que tiram o pão da mesa de quem mais precisa. É o famoso 'faça o que eu digo, mas não olhe o que eu faço'.

No Maranhão e no Brasil inteiro, a gente vê essa disputa de narrativas digitais sendo usada como cortina de fumaça. Enquanto o povo tá discutindo o que o outro faz no seu íntimo, os direitos sociais estão sendo tratorados. É uma tática velha, mas que agora ganhou o fôlego das redes sociais. Eles fabricam indignação contra minorias pra que ninguém tenha tempo de se indignar com a falta de saneamento, com o preço do feijão ou com o desmonte da saúde pública. É uma estratégia de distração em massa.

E quem paga essa conta? É a mulher preta da periferia, é o jovem que quer estudar mas não tem transporte, são as comunidades tradicionais que veem suas terras ameaçadas pelo avanço do lucro desenfreado. O conservadorismo excludente não quer conservar a vida; ele quer conservar a desigualdade. Ele instrumentaliza a fé de muita gente boa pra transformar o vizinho em inimigo, criando uma divisão que só interessa a quem está no topo da pirâmide.

Precisamos entender que essa guerra cultural é um negócio lucrativo para muitos políticos e influenciadores. Eles não estão preocupados com a 'moral e os bons costumes' quando dão as costas para a criança que passa fome ou para o trabalhador que perde o emprego. A verdadeira moralidade deveria ser medida pelo quanto a gente se importa com a justiça social e com a dignidade de quem sempre foi invisibilizado pelo sistema. Sem justiça social, qualquer discurso de ordem é apenas autoritarismo disfarçado.

O caminho pra gente sair dessa cilada é parar de cair na isca dessas polêmicas vazias e focar no que realmente transforma a vida. A solução não vem do ódio ao diferente, mas da organização popular pra cobrar políticas públicas que funcionem. Chega de bater boca por pauta de costume e vamos começar a exigir orçamento pra educação e combate real à fome. O meu questionamento pra você hoje é: o discurso desse político que você segue enche a barriga de quem tem fome ou só serve pra alimentar o seu medo? Precisamos escolher a dignidade em vez da narrativa.

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