Enquanto eles brigam por narrativas morais, a fome e a desigualdade continuam batendo na porta de quem trabalha.
Por: Marília Azevêdo
Jornalista e Comentarista Política
| O conservadorismo de fachada só serve pra
esconder o abandono do povo. |
Gente, vamos
falar a verdade sem rodeios: esse tal conservadorismo que a gente vê gritando
por aí não tem nada de proteção à família. É uma conversa fiada, uma maquiagem
pesada pra esconder um projeto que exclui, que aponta o dedo e que, no fim das
contas, só quer manter o privilégio de quem já tem tudo. Eles usam temas morais
pra criar pânico, enquanto por debaixo do pano aprovam medidas que tiram o pão
da mesa de quem mais precisa. É o famoso 'faça o que eu digo, mas não olhe o
que eu faço'.
No Maranhão
e no Brasil inteiro, a gente vê essa disputa de narrativas digitais sendo usada
como cortina de fumaça. Enquanto o povo tá discutindo o que o outro faz no seu
íntimo, os direitos sociais estão sendo tratorados. É uma tática velha, mas que
agora ganhou o fôlego das redes sociais. Eles fabricam indignação contra
minorias pra que ninguém tenha tempo de se indignar com a falta de saneamento,
com o preço do feijão ou com o desmonte da saúde pública. É uma estratégia de
distração em massa.
E quem paga
essa conta? É a mulher preta da periferia, é o jovem que quer estudar mas não
tem transporte, são as comunidades tradicionais que veem suas terras ameaçadas
pelo avanço do lucro desenfreado. O conservadorismo excludente não quer
conservar a vida; ele quer conservar a desigualdade. Ele instrumentaliza a fé
de muita gente boa pra transformar o vizinho em inimigo, criando uma divisão
que só interessa a quem está no topo da pirâmide.
Precisamos
entender que essa guerra cultural é um negócio lucrativo para muitos políticos
e influenciadores. Eles não estão preocupados com a 'moral e os bons costumes'
quando dão as costas para a criança que passa fome ou para o trabalhador que
perde o emprego. A verdadeira moralidade deveria ser medida pelo quanto a gente
se importa com a justiça social e com a dignidade de quem sempre foi
invisibilizado pelo sistema. Sem justiça social, qualquer discurso de ordem é
apenas autoritarismo disfarçado.
O caminho
pra gente sair dessa cilada é parar de cair na isca dessas polêmicas vazias e
focar no que realmente transforma a vida. A solução não vem do ódio ao
diferente, mas da organização popular pra cobrar políticas públicas que
funcionem. Chega de bater boca por pauta de costume e vamos começar a exigir
orçamento pra educação e combate real à fome. O meu questionamento pra você
hoje é: o discurso desse político que você segue enche a barriga de quem tem
fome ou só serve pra alimentar o seu medo? Precisamos escolher a dignidade em
vez da narrativa.




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