terça-feira, 3 de março de 2026

O PREDADOR QUE SE ESCONDIA ATRÁS DA CANETA

O escândalo do desembargador de Minas Gerais revela o esgoto da impunidade e o prêmio da aposentadoria compulsória.

Por: Marília Azevêdo
Jornalista e Comentarista Política

Desembargador que soltou estuprador agora é acusado.
Olha, minha gente, a gente pensa que já viu de tudo nesse Brasil, mas o caso desse desembargador de Minas Gerais embrulha o estômago de qualquer pessoa que tenha um pingo de decência. O sujeito, que teve a pachorra de absolver o estuprador de uma menina de 12 anos, agora está no olho do furacão, acusado de ser ele mesmo um predador. É o lobo cuidando do galinheiro, usando a toga para normalizar o crime enquanto as vítimas gritavam por socorro no silêncio dos gabinetes.

A Polícia Federal não bateu na porta dele à toa. O que está vindo à tona é um esgoto sem fim: são sete denúncias, meus amigos. Sete! Tem desde sobrinho até ex-funcionários, gente que mora até fora do país e que só agora teve coragem de falar. O Conselho Nacional de Justiça finalmente se mexeu e afastou o homem, mas a pergunta que não quer calar é: quantas outras decisões esse senhor tomou para proteger gente da mesma laia dele enquanto o povo pobre mofa na cadeia por muito menos?

O que mais revolta o trabalhador que acorda cedo é saber qual é a tal da 'punição máxima' para essa elite do judiciário. Se ele for condenado administrativamente, o 'castigo' é ser aposentado com salário integral. Isso mesmo que você ouviu: o prêmio por ser um suposto abusador em série é ganhar férias eternas bancadas pelo seu bolso, com conta bancária gorda e sem bater ponto. Isso não é punição, é deboche com a cara de cada brasileiro que clama por justiça.

Esse desembargador até tentou voltar atrás na decisão daquela menina de 12 anos quando sentiu que a água ia bater no pescoço, mas o teatro não colou. Ele não mudou de ideia por consciência, mudou por medo. Agora, com cinco vítimas já depondo e o celular apreendido pela PF, ele está 'ferrado', como dizem por aí. Mas estar ferrado para um desembargador ainda é muito confortável perto do sofrimento de quem teve a vida destruída por ele.

Não podemos mais aceitar que a lei seja um escudo para a perversão de quem está no topo. A solução urgente é a reforma da Lei Orgânica da Magistratura (LOMAN). Juiz que comete crime hediondo tem que perder o cargo e a aposentadoria, sim senhor! Lugar de criminoso é na cadeia, não em um resort de luxo pago pelo Estado. Até quando vamos permitir que a toga sirva de esconderijo para quem deveria ser o exemplo da moralidade?

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