A crise global do petróleo e o embate entre o controle estatal de Lula e o fantasma da privatização de Bolsonaro e Guedes.
Por:
Emerson Marinho
| A guerra no Irã mostra o valor da nossa estatal! |
Se o plano
de venda da estatal tivesse avançado, o cenário hoje seria de terra arrasada
para o trabalhador. Sem o controle estatal para amortecer os impactos
internacionais, a estimativa é que o litro da gasolina já estaria batendo os R$
20,00 nas bombas. Estaríamos totalmente reféns de empresas privadas que visam
apenas o lucro, ignorando a realidade social de quem precisa do carro ou do
caminhão para sobreviver.
A política
de paridade internacional (PPI), herança de Temer que Bolsonaro manteve com
unhas e dentes, era o mecanismo que nos obrigava a pagar preço de importação
por um petróleo que a gente extrai aqui mesmo. O Brasil é produtor, mas a
lógica anterior era punir o brasileiro para agradar acionista estrangeiro.
Hoje, com a guerra, essa conta simplesmente não fecharia e a inflação
destruiria o poder de compra de vez.
Olhando para
fora, a situação é caótica. Nos Estados Unidos, o combustível atingiu valores
históricos, chegando a 7 dólares na Califórnia. O curioso é que a própria
população americana não compra essa briga; apenas 25% defendem o conflito. A
fatura dessa 'idiotice' bélica, alimentada por narrativas herdadas de Donald
Trump, está sendo paga pelo cidadão comum no supermercado e no posto.
Para segurar
essa onda, o presidente Lula decidiu agir com mão de ferro contra o
oportunismo. Uma Medida Provisória está sendo editada para punir severamente os
postos que aumentarem preços de forma irresponsável e imoral. Não é apenas
multa: a fiscalização foi intensificada e pode resultar em prisão para quem
tentar lucrar em cima do desespero do povo durante a crise.
Outra frente
de batalha é o ICMS do diesel. O governo federal propôs zerar o imposto com
compensação da União para os estados, garantindo que os governadores não percam
arrecadação. É a solução técnica para baixar o custo do transporte de carga e,
consequentemente, o preço da comida. No papel, um acordo perfeito para salvar a
economia nacional do impacto da guerra.
No entanto,
a política rasteira entrou em campo. Governadores de extrema direita já
sinalizam que não aceitarão a proposta, mesmo com a compensação garantida. A
estratégia é clara e cruel: eles preferem ver a economia sangrar e o povo
sofrer com preços altos só para tentar desgastar o governo Lula. É a política
do 'quanto pior, melhor', onde o palanque vale mais que o prato de comida.
A soberania
nacional nunca foi tão testada. Ter uma Petrobras estatal e uma política de
preços voltada para o mercado interno é o que separa o Brasil de um colapso
total. Enquanto o mundo arde em conflitos externos, aqui a luta é interna
contra o abuso econômico e a sabotagem política. O bolso do brasileiro virou o
principal campo de batalha desta guerra.




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